12 setembro, 2013

Segurança do Trabalho

4 Perguntas sobre Segurança e Saúde Ocupacional
Gerente de Qualidade de Vida do Sesi, Antonio Eduardo Muzzi fala sobre Segurança e Saúde Ocupacional.


Qual a diferença entre doenças relacionadas ao trabalho e as ocupacionais?

As doenças ocupacionais são aquelas diretamente ligadas à ocupação laboral do trabalhador (decorrentes das tarefas de sua função), enquanto as relacionadas ao trabalho são mais abrangentes. Incluem as doenças ocupacionais e doenças que não estão relacionadas ao tipo de ocupação laboral, mas aos perigos aos quais os trabalhadores são expostos no trabalho. Por exemplo, doenças respiratórias podem estar ligadas a trabalhadores de ambientes administrativos, mas não necessariamente às atribuições administrativas. 

Segundo o INSS, entre os afastamentos relacionados ao trabalho em 2010, 62,33% referiu-se a lesões e traumatismo, 26,43% a doenças do sistema osteomuscular e 3,88% a transtornos mentais e comportamentais. Estudo publicado no American Journal of Industrial Medicine (Barbosa-Branco, Souza e Steenstra, 2011), registrou 3,5 vezes mais afastamentos devido a causas não relacionadas ao trabalho.

Até onde o ambiente físico pode prejudicar a saúde como um todo?

Entre os inúmeros fatores de risco, chama atenção o estímulo do ambiente de trabalho a comportamentos que são sedentários. Estudos recentes demonstram que pessoas mesmo fisicamente ativas no âmbito do lazer, se expostas a mais de duas horas seguidas de inatividade física, têm chances aumentadas de sofrer morte precoce causada por doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, entre outros). 

Períodos continuados de inatividade têm relação direta com a produção da enzima lipase pelo pâncreas, que influi no aumento da circunferência abdominal. Neste sentido, algumas corporações fora do Brasil têm adotado mobiliário que permite que seus funcionários intercalem momentos sentados e de pé. Também têm estimulado os trabalhadores para que façam pausas ativas ao longo do dia de trabalho.

É comum espaços onde há uma série de itens inadequados?

O Brasil possui ampla legislação de proteção à saúde do trabalhador relacionada aos perigos do ambiente. Um dos desafios é apoiar as empresas a implementar as recomendações do Programa de Prevenção a Riscos Ambientais. Além dos perigos químicos, biomecânicos, biológicos, há aspectos do ambiente físico associados a estilos de vida de risco e fatores psicossociais. 

Algumas empresas oferecem bicicletário, vestiário, escadas e rampas que facilitam os hábitos saudáveis. Os espaços são ambientes de autoexpressão. Portanto, permitir que o trabalhador exponha fotos de familiares ou outros itens pessoais de relevância individual são exemplos de adaptação do ambiente físico visando o bem- estar da força de trabalho.

Como observar a importância da prática de ginástica laboral? 

O Sesi acompanha, desde 2010, os impactos de seus serviços voltados para a promoção de saúde do trabalhador, em especial os que focam a promoção de estilos de vida saudáveis em cerca de 2.500 indústrias e 700 mil trabalhadores, cuja amostra é de 1.500 indústrias e 150 mil trabalhadores. 

Observamos uma redução de 8,8% na percepção de dores e desconforto ao realizar as tarefas de trabalho; 9% na inatividade física de lazer; e de 2,9% na indisposição para o trabalho. Análise de razão de chances realizada com dados da pesquisa em Estilo de Vida e Hábitos de Lazer dos Trabalhadores da Indústria (2009) mostrou que um trabalhador industrial de uma empresa que oferece ginástica laboral possui 37% mais chances de praticar atividades físicas nas horas de lazer; 26% de ter percepção positiva da saúde; e 14% de se sentir mais disposto ao fim de um dia de trabalho.

Fonte: Revista Proteção

29 agosto, 2013

Recursos Humanos

O líder precisa saber administrar o companheiro chamado “estresse”.


Prazos cada vez menores para entregar resultados, superação de metas, decisões que precisam ser tomada em curto espaço de tempo e com um grau de assertividade significativo. Somando-se a isso, a responsabilidade de conduzir um time formado por pessoas que apresentam necessidades e características comportamentais diferenciadas. Ao ler apenas algumas das atribuições que uma liderança convive diariamente, muitas profissionais certamente pensarão duas vezes antes de assumir a responsabilidade de gerir pessoas. Contudo, o objetivo aqui é mostrar que diante de tantos desafios estressantes, o líder pode encontrar um estado de equilíbrio e estendê-lo aos liderados, conseguindo, dessa forma, formar um time de alta performance. 



Para trazer à tona o tema liderança X estresse, o RH.com.br conversou com a consultora Rosana Rodrigues que atua em projetos de coaching Individual e em equipe. Com a experiência de também conduzir treinamentos comportamentais, Rosana diz que se um líder começar a apresentar sinais de estresse, ele precisa identificar as causas desse sintoma. Se o grau do estresse estiver bastante alto, talvez a liderança possa precisar da ajuda de alguém para fazer essa análise. "Essa ajuda pode ser encontrada na área de Gestão de Pessoas da empresa, em psicólogos, em médicos ou mesmo através de uma boa conversa com um amigo.

Fonte: Recursos Humanos

28 agosto, 2013

Eventos

XX Congresso Mundial em SST será na Alemanha 

Evento acontece em 2014 e Fundacentro participa de apresentação sobre Asbesto.


Em agosto de 2014, (de 24 a 27), em Frankfurt, acontece o maior evento na área de SST, o qual reunirá governos, empresários, trabalhadores, sindicatos e universidades do mundo todo. Trata-se do XX Congresso Mundial em Segurança e Saúde no Trabalho, 2014: Fórum Global para Prevenção em Frankfurt.

Organizado pela DGUV alemã (instituição governamental em seguridade social), pela ISSA e ILO, o Congresso Mundial será realizado com base em 3 objetivos: oferecer um fórum de troca de conhecimentos, práticas e experiências entre os participantes com a finalidade de promover segurança e saúde no trabalho - , reforçar e construir redes e alianças e oferecer plataforma para o desenvolvimento de conhecimento e idéias práticas e estratégicas que possam ser prontamente utilizadas.

O lema utilizado no Congresso em 2014 será “Compartilhar visões para uma prevenção sustentável”, seguido de três outros temas principais: CULTURA DA PREVENÇÃO - ESTRATÉGIAS E VISÃO ZERO; DIVERSIDADE NO MUNDO DO TRABALHO e DESAFIOS EM SAÚDE OCUPACIONAL, este último contará com a participação do pesquisador e médico pneumologista, Eduardo Algranti da Fundacentro, que, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fará a apresentação sobre “Asbesto nas Américas”.

O seminário versará sobre aspectos médicos, sociais e econômicos, e, notadamente, sobre as políticas públicas que norteiam o tratamento do tema no continente. A Fundacentro irá apresentar aspectos sobre a epidemiologia das doenças associadas ao asbesto no Brasil e do encaminhamento atual da discussão sobre a eliminação da produção e uso do mineral no país.


Além do Congresso, acontece também o Festival Internacional de Mídia, visitas técnicas, eventos sociais e a Feira em SST, de 25 a 28 de agosto.

Fonte: Fundacentro

19 agosto, 2013

XVIII Congresso Nacional de Segurança Integral e IX BRASEG

XVIII Congesso Nacional de Segurança Integral


Pessoal, começa de 21 de agosto o 18º Congresso Nacional de Segurança Integral com o objetivo de promover oportunidades de intercâmbio de idéias, de informações técnicas e científicas, para o desenvolvimento da capacitação e qualificação do profissional, a Ames sente-se orgulhosa de apresentar o XVIII Consin, como forma de valorizar a Engenharia de Segurança no Trabalho. 

No site da pacin a programação completa do Congresso. 

http://www.pacin.com.br/consin.html

Junto ao Congresso inicia a IX BRASEG - Feira Brasileira de Segurança e Saúde no Trabalho e Proteção Contra Incêndios.


No site da braseg tem a programação completa da feira. 

http://www.braseg.tmp.br




16 agosto, 2013

Meio Ambiente

Ouro Preto sedia 2 eventos voltados para a área de educação ambiental

Objetivo é promover a mobilização social dos que atuam na gestão de recursos hídricos


O III Encontro Formativo Nacional de Educação Ambiental e Gestão de Águas e o I Encontro de Educação Ambiental da Bacia do Rio Doce serão realizados de forma integrada em Ouro Preto, Minas Gerais, entre os dias 26 a 29 deste mês. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estabeleceu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água.

O evento acontecerá no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), situado no Bairro do Pilar - Rua Diogo de Vasconcelos, 328. O credenciamento começa às 9h, as atividades às 15h e a abertura oficial será às 19h30. As inscrições podem ser feitas até o dia do evento, mas há limite de 320 vagas. “Os encontros constituem uma estratégia de mobilização social dos atores que atuam com a educação ambiental na gestão de recursos hídricos”, explicou o gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urano do Ministério do Meio Ambiente, Franklin de Paula.

SEQUÊNCIA

O evento dá sequência a uma série iniciada em Salvador, no ano de 2009, e, posteriormente, realizado em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, em 2011. É uma iniciativa da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização e Informação em Recursos Hídricos do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CTEM/CNRH) organizada pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU), por meio do Programa INTERÁGUAS. O encontro visa a implantação de diretrizes e prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), constituindo-se em importante espaço de formulação, aprendizagem e fortalecimento da rede de educadores ambientais que atuam na gestão de águas no país.

Já o I Encontro de Eduacação Ambiental da Bacia do Rio Doce, balizado pelo Plano Integrado da Bacia, promoverá diálogos e intercâmbios de experiências com a finalidade de desenvolver estratégias comunicativas e educativas que contribuam para o aprimoramento do processo de gestão de águas na bacia do rio Doce. A educação ambiental inspira a realização destes encontros, proporcionando a troca de saberes e vivências, assim como a construção de um processo continuado de formação e aprendizagem.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente

15 agosto, 2013

Geral

Médicos chegam ao Brasil na próxima semana


Profissionais vão passar por curso de acolhimento, com aulas de legislação, saúde indígena e doenças tropicais.

A maioria dos 522 médicos formados no exterior e que virão ao Brasil no âmbito do programa Mais Médicos atuam hoje na Argentina (141), Espanha (100) e Cuba (74). Segundo o cronograma do Ministério da Saúde, que divulgou as informações na manhã desta quarta-feira, 14, esses profissionais chegam ao País entre 23 e 25 de agosto. Depois disso, farão um curso de acolhimento, que contará com aulas de legislação, saúde indígena e doenças tropicais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a passagem para esses profissionais só será emitida após a fase final de validação dos documentos para emissão do visto. Padilha disse ainda que muitos dos que virão de outros países têm experiência em saúde da família. "Isso reforçará a ideia da atenção básica no nosso País", avaliou.

"Precisamos mudar a mentalidade de que saúde só se faz dentro do hospital. Precisamos reforçar a mentalidade de que a saúde começa onde as pessoas vivem e trabalham, fora do hospital. Temos que parar com a ideia de que atendimento é quando tem tomografia e internação e que médico bom é o que pede um monte de exame", disse.

O ministro lembrou ainda que, se o médico participante do programa desistir nos primeiros seis meses, terá que reembolsar os recursos. Se ele for estrangeiro, além de devolver a verba, perderá o direito do continuar no País.

Dentre os municípios considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, 703 não foram selecionados por nenhum profissional - brasileiro ou estrangeiro - na primeira fase de seleção do programa Mais Médicos. Entre eles, 604 são de extrema pobreza e 97 estão em regiões metropolitanas.

"São municípios concentrados ainda mais no interior do País, alguns nas regiões metropolitanas, em cidades com concentração de pobreza. Tem maior concentração no Norte e Nordeste, mas também tem nas outras regiões", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo a pasta, a maior parte está nos Estados Amazonas, Bahia e Maranhão. "O diagnóstico principal é que temos número insuficiente de médicos no País para dar conta de todas as carências", disse Padilha.

O ministro avalia ainda que mais municípios do interior do País serão contemplados pelo programa. "Mais municípios foram atendidos com a entrada de médicos formados fora do Brasil. Houve sobretudo deslocamento do litoral para o interior do País", disse. Segundo ele, cidades que ficam em região de fronteira, especialmente na Região Sul e no Acre, passaram a ser ocupadas com a entrada de médicos com formação fora do Brasil.



Fonte: Estado de Minas

Saúde

Descoberta traz avanços no controle da asma


Especialistas brasileiros mostram que alguns pacientes com formas severas da doença não respondem aos tratamentos convencionais por possuírem alterações no sistema respiratório.
A asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, resultando na obstrução ou, até mesmo, na interrupção do fluxo de ar. A grande maioria das pessoas com o mal pode controlá-lo com o uso de anti-inflamatórios e broncodilatadores, geralmente ministrados com a conhecida bombinha de ar.

No entanto, uma porcentagem pequena desses indivíduos, cerca de 5%, não alcança um benefício expressivo com o tratamento, mesmo quando aplicado regularmente. Esse grupo é aquele diagnosticado com a forma mais grave da doença e passa por crises diárias de falta de ar, que, em alguns casos, podem levar à morte. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) se debruçaram por mais de 10 anos em casos clínicos da doença para desvendar as causas da ineficácia das atuais e mais avançadas terapias nesses pacientes para chegar a uma possível alternativa de tratamento.

O extenso trabalho de pesquisa clínica, realizado pelas equipes do pneumologista Rafael Stelmach e da patologista Thais Mauad, da Faculdade de Medicina da USP, mostra que a estrutura de todo o sistema respiratório dessas pessoas se encontra alterada. As vias aéreas, os alvéolos pulmonares e as bolsas microscópicas, que compõem o sistema respiratório, são mais enrijecidas e espessas que o normal. Essas alterações seriam consequência de inflamações persistentes, ocorridas provavelmente ainda na infância.


A hipótese de Stelmach era de que se fosse o usado o melhor tratamento em seu nível mais intenso, dois terços dos pacientes graves conseguiriam manter a doença sobre controle. A surpresa foi encontrar o resultado exatamente oposto. “Na verdade aconteceu o contrário. Um terço ficou controlado e os dois terços não. Houve uma inversão da hipótese. E um controle borderline, isto é, muito próximo do não controle”, relata Stelmach. Ele comparou então as características coletadas inicialmente e encontraram uma diferença pouco expressiva entre os dois grupos. De 30% a 35% dos pacientes que não haviam melhorado continuavam a apresentar uma capacidade respiratória muito inferior à de quem havia reagido à terapia como o esperado.

Com esse resultado, a equipe de pesquisadores partiu para uma outra fase do estudo: descobrir as causas para a ausência desse controle. Foi feita uma série de exames e a biópsia dos brônquios de todos os participantes, realizada por Mauad. “Aqueles que possuem mais músculo na via aérea são os que têm a doença mais grave, no sentido de que terem muita dificuldade de retornar ao estado de relaxamento dos músculos para a respiração”, explica a pesquisadora. 

Esse fator corresponde a 30% dos pacientes identificados antes e caracterizados por uma obstrução fixa. “Foi encontrado que os músculos, os canais que conduzem o ar dentro dos pulmões, estão mais espessados, engrossados. Mostrando um componente de um músculo mais doente”, acrescenta Stelmach. Posteriormente, os cientistas observaram que esse grupo também tem algumas proteínas de enrijecimento, como o colágeno. “Há um endurecimento real na maior parcela desses pacientes que tem a obstrução.”

Fonte: Estado de Minas

Segurança do Trabalho


Bancos negam reivindicações de saúde e condições de trabalho

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), informou que, na primeira rodada de negociação da campanha salarial 2013, para discutir o tema Saúde e Condições de Trabalho, que não será possível haver acordo este ano sem solucionar o problema das metas abusivas - apontadas por dois terços dos bancários como o principal problema existente hoje nos bancos.

A reunião foi realizada em São Paulo (SP), e os bancos negaram as reinvindicações da categoria. O CNB observa que os bancos falam muito em gestão de pessoas, mas o que se vê é apenas a gestão do lucro, o que é muito diferente. "As metas abusivas, que incentivam o assédio moral, são as principais responsáveis pela epidemia de adoecimentos que existe hoje na categoria, pelo uso crescente de remédios tarja preta, pelo sofrimento e até pelas mortes que já começam a ocorrer", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Na mesa de negociação, os dirigentes sindicais, que usaram fitas pretas em sinal de respeito aos bancários mortos por conta de doença adquiridas por más condições do trabalho,  mostraram os números que revelam a tragédia enfrentada pela categoria. 

O CNB informa que, em 2012, segundo dados dos INSS, 21.144 bancários foram afastados do trabalho por adoecimento, dos quais 25,7% com estresse, depressão, síndrome de pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% se afastaram em razão de lesões por esforços repetitivos (LER/Dort). E somente nos primeiros três meses deste ano, 4.387 bancários já haviam se afastado por adoecimento, sendo 25,8% por transtornos mentais e 25,4% por LER/Dort.

Na recente consulta nacional, 18% dos que responderam declararam ter se afastado do trabalho por motivos de doença nos 12 meses anteriores e 19% disseram usar medicação controlada. E, em relação aos problemas de saúde, 66,4% dos bancários responderam na mesma consulta que as metas abusivas são o mais grave problema enfrentado hoje pela categoria. Outros 58,2% pedem o combate ao assédio moral, enquanto 27,4% assinalaram a falta de segurança contra assaltos e sequestros.

Fim das metas abusivas

A proposta sobre metas abusivas apresentada pelo Comando Nacional estabelece que os bancos devem garantir a participação de todos os seus trabalhadores na estipulação de metas e respectivos mecanismos de aferição, sendo obrigatoriamente de caráter coletivo (e não individual) e definidas por departamentos e agências. Deve-se ainda levar em consideração o porte da unidade, a região de localização, o número de bancários, a carteira de clientes, o perfil econômico local, a abordagem e o tempo de execução das tarefas.

Os bancários reivindicam ainda o fim da cobrança diária das metas e que elas deixem de ser mensais e passem a ser semestrais.

"O problema não é a meta em si, mas a gestão das metas, o que envolve a organização do trabalho. É preciso que haja um olhar mais coletivo do processo de trabalho. A gestão atual das metas virou fator de risco para os trabalhadores", aponta Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Os negociadores da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no entanto, alegaram que as metas seguem orientações técnicas universais para que sejam eficientes e que não é possível os sindicatos discutirem o modelo de gestão, pois é estratégico para cada banco.

O Comando ainda denunciou que a cláusula 35ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que proíbe a exposição do ranking individual dos funcionários, está sendo descumprida pelos bancos. A Fenaban se comprometeu a verificar a situação, a fim de que os rankings não sejam mais tornados públicos. (Com informações do site da Contraf/CUT).


Fonte: Revista Proteção

08 agosto, 2013

Recursos Humanos

10 dicas para o líder estimular a criatividade de seu time


1 - Você é o líder e cabe o papel de abrir a mente dos seus liderados para "andarem com os próprios pés" e terem a oportunidade de mostrarem o valor que possuem tanto para a empresa quanto para eles próprios, enquanto indivíduos capazes de expandir o potencial criativo que muitas vezes está apenas à espera de uma oportunidade para sair da "ostra". Deixe-os fazer perguntas sobre os processos que os envolve direta ou indiretamente. Assim como o adulto estimula as crianças, o ser humano precisa ser instigado a questionar, a levar hipóteses sobre determinados assuntos. Não é suficiente receber apenas as respostas, mas sim é preciso saber como se a cada uma dela. Quando os liderados não fizerem perguntas, questione você no papel de líder. "O que você pensa sobre o assunto?". Quem sabe a resposta irá surpreendê-lo.


2 - Ser criativo não significa obrigatoriamente ter ideias mirabolantes. Muitas pessoas deixam de apresentar sugestões porque imaginam que precisam ser gênios, para que suas propostas façam o diferencial para o negócio. Como líder, propague que pelo menos nesse caso o "rótulo de gênio" serve apenas para os contos maravilhosos de Aladim.


3 - Estabeleça um canal de comunicação aberta com todos os seus liderados. Como liderança, você precisa mostrar que está aberto para todos os profissionais que integram a sua equipe. Não são poucos os casos de pessoas que chegam com soluções simples que otimizam a performance de toda uma equipe.


4 - Mostre-se aberto à inovação e que não é a única fonte de informações dentro da equipe. Infelizmente, ainda existem pessoas que imaginam que todas as soluções devam partir do líder, mas sabemos que na prática isso é bem diferente. Os profissionais devem ser proativos e terem iniciativas para identificar problemas, apresentar alternativas para determinadas situações. Todos podem colaborar para o desenvolvimento do negócio.


5 - Errar faz parte do processo de aprendizado. Cometer equívocos, na tentativa de dar o melhor de si para a empresa, não resultará em punição para que aqueles que desenvolvem projetos e saem da mesmice, que são simpatizantes da inovação e que trazem alternativas diferenciadas para o dia a dia da organização.


6 - Toda proposta é bem-vinda. Mesmo que não seja viável para ser aplicada naquele momento, guarde-a para que possa ser utilizada em outra situação oportuna. Deixe isso bem claro para o mentor da proposta: a ideia dele não foi desvalorizada e sua contribuição foi valorizada pela empresa.


7 - Observe como os outros gestores da sua empresa estimulam o potencial criativo das demais equipes. Troque ideias com eles, amadureça propostas com a área de RH e, se possível, forme grupos de estudo. Abra sua mente para o potencial criativo, pois só dessa você conseguirá despertar a criatividade do seu time.


8 - Como os concorrentes estão trabalhando a criatividade? Existe algum estudo de caso que você possa levar para sua equipe e debata assuntos relevantes com os liderados. Você já tomou essa iniciativa? Ótimo! Caso contrário, comece a pensar na possibilidade de colocá-la em prática.


9 - Use ferramentas que são utilizadas e amplamente divulgadas pelo mercado como, por exemplo, o Brainstorming também conhecido como "tempestade de ideias". Mas, antes de aplicar qualquer atividade avalie se você precisa de respaldo de algum especialista.


10 - Aconselhe um liderado para que quando uma ideia "surgir à mente" ele anote rapidamente. Isso evitará que algo relevante passe "batido", no momento em que ele for aprimorar sua proposta. Vale ressaltar que aquele estalo que surgiu repentinamente pode ser aperfeiçoado e se tornar em uma proposta diferenciada para o negócio.

Fonte: RH.com.br

07 agosto, 2013

Cursos e Treinamentos

Pesquisador da Fundacentro ministrará curso sobre Proteção Respiratória

O curso terá aula expositiva dialogada, atividades em grupo e apresentação de diversos tipos de equipamentos de proteção respiratória.
Nos dias 13 a 16 de agosto de 2013, o Centro Estadual do Espírito Santo realizará o curso “Gestão do Programa de Proteção Respiratória”, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h30.

O curso é destinado aos profissionais da área de saúde e segurança do trabalho, preferencialmente vinculados aos SESMT´s de empresas/instituições.

O químico Antônio Vladimir Vieira será o docente. Vladimir é mestre em engenharia mineral e técnico responsável pelos laboratórios de Ensaios em Equipamentos de Proteção Individual da Fundacentro/CTN.

O curso acontecerá no auditório do CEES, situado à Rua Cândido Ramos, 30 – Edifício Chamonix – Jardim da Penha – Vitória/ES.


O intuito é discutir o conteúdo da legislação brasileira sobre proteção respiratória. Apresentar as características e limitações dos equipamentos de proteção respiratória, bem como os critérios para sua escolha. Fornecer subsídios para elaboração de uma proposta de Programa de Proteção Respiratória.

Fonte: Fundacentro

06 agosto, 2013

Meio Ambiente

Legislação sobre repartição de benefícios é complexa


Dois cientistas políticos de universidades europeias farão diagnóstico dos problemas do marco regulatório brasileiro


O conjunto regulatório vigente no Brasil sobre gestão do patrimônio genético, conhecimentos tradicionais associados e repartição de benefícios é muito complexo, com interpretações divergentes por parte dos órgãos fiscalizadores governamentais. Esta constatação foi colocada no debate da tarde de segunda-feira (05/08), durante o Seminário Internacional sobre Análise de Regimes Regulatórios de Gestão do Patrimônio Genético, em Brasília, realizado no Ministério do Meio Ambiente (MMA). 

Os cientistas políticos Kai Wegrich, da Alemanha, e Martin Lodge, da Inglaterra, fazem o levantamento das expectativas comuns a todos os setores da economia do país e dos impasses gerados pelo complexo legal relacionado ao uso e repartição de benefícios relativos ao patrimônio genético brasileiro. Os objetivos das entrevistas com representantes dos setores de agricultura, indústria, governo, povos e comunidades tradicionais e academia são explicitar os objetivos e restrições de cada área, reunir contribuições de todos os setores para ajudar na elaboração de nova proposta de marco legal. Na tarde desta terça-feira, serão entrevistados os representantes dos povos e comunidades tradicionais e do setor acadêmico. 

Os dois pesquisadores da União Europeia apresentarão um relatório sobre as entrevistas realizadas nesta segunda-feira e terça-feira, a ser debatido no Workshop sobre Governança Regulatória de Acesso e Repartição de Benefícios, que ocorre dias 7 e 8 de agosto, na sede do MMA, das 14h às 20h. Participam da abertura do evento o secretário executivo Francisco Gaetani, e o secretário de Biodiversidade e Florestas Roberto Cavalcanti, também presidente do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN).

Fonte: Ministerio do Meio Ambiente

05 agosto, 2013

Geral

Brasileiros sem medo do desemprego


Em 14 anos, índice que apura o medo de perder o emprego cai 31,4%. Formalização reduz insegurança e profissionais não receiam procurar vagas com salários mais robustos
Em busca de qualidade de vida, Bárbara Mayer Assis de Souza, de 22 anos, acaba de trocar de emprego. Com isso, aumentou o seu salário em 33% e ainda por cima deixou de trabalhar nos fins de semana e feriados. Sonhando com novos desafios, Rosenilda Ferreira da Silva, de 35, largou um emprego no qual permaneceu por 15 anos e procurou uma nova profissão, incrementando seu salário em 47,4%. Além do contracheque mais robusto, a inquietude profissional de Bárbara e Rosenilda mostra que a instabilidade da economia ainda não abalou a confiança dos brasileiros no mercado de trabalho. Em março de 1999, quando a Confederação Nacional da Indústria (CNI) começou a medir o Índice Medo do Desemprego, o indicador estava em 108,5 pontos. Em junho deste ano, encolheu para 71,3 pontos, o que significa uma queda de 31,4%.

Não é que as pessoas não estejam sentindo os solavancos da economia, particularmente materializados em junho com a valorização do dólar, a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e o tenso quadro inflacionário. Em março, o indicador da CNI para o mercado de trabalho tinha sido ainda menor do que o de junho (69 pontos). “O fato é que o medo do desemprego encontra-se num patamar histórico baixíssimo. O aumento da formalização reduziu a insegurança.

O mercado de trabalho desacelerou, mas continua aquecido e os brasileiros se sentem mais seguros”, explica Marcelo Azevedo, economista da CNI. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que de 2003 a 2012 o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado, considerando toda a população do país, cresceu 53,6%, passando de 7,3 milhões para 11,3 milhões, enquanto a expansão do total dos ocupados foi 24% (de 18,5 milhões para 23 milhões).

Fonte: Estado de Minas

02 agosto, 2013

Saúde

Dormir depois do almoço faz bem para a saúde


Se puderem escolher, 14h55 é o horário ideal que as pessoas devem ir para a cama.
A famosa sesta deixou de ser hábito de preguiçoso. Pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) leva a crer que dormir depois do almoço faz bem para a saúde. Os cientistas descobriram que a cochilada, mesmo que seja rápida, pode ajudar você a retomar a concentração e melhorar a memória, além de outras habilidades motoras. Seis minutos já seriam suficientes para o cérebro ganhar fôlego para dar prosseguimento às atividades.

Melhor Horário


Quem pode se dar ao luxo de tirar um cochilo na parte da tarde – e ainda escolher a hora – deve ir para a cama às 14h55. Esse é o horário de menor produtividade do dia para os profissionais, de acordo com um recente estudo da Inglaterra.

Fonte: Estado de Minas 

01 agosto, 2013

Segurança do Trabalho

Dermatose ocupacional é comum na Construção Civil


Os profissionais que atuam nas áreas de limpeza, construção civil, mecânica e metalurgia são os mais afetados pela dermatite de contato ocupacional, uma espécie de alergia de pele causada por agentes físicos, químicos e biológicos presentes no ambiente de trabalho, que causa desconforto, dor, prurido (coceira), queimação e reações psicossomáticas que podem comprometer a saúde como um todo.

Dos 1.735 pacientes atendidos entre 2000 e 2011 no Serviço de Dermatologia Ocupacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, vinculada à Fiocruz, 218 adquiriram a doença no ambiente de trabalho.

Segundo a coordenadora do serviço, Maria das Graças Mota Melo, as ocorrências ocupacionais são subnotificadas devido ao desconhecimento sobre a legislação das doenças ocupacionais pelos profissionais de saúde da rede pública e privada, a falta de integração nos diversos níveis de assistência e o déficit de serviços de dermatologia ocupacional. "Quem acaba sendo penalizado é o trabalhador, que não tem seus direitos reconhecidos", disse a pesquisadora.

De acordo com a coordenadora, os profissionais chegam com suspeita de dermatose ocupacional, que é investigada. "Nos casos suspeitos aplicamos teste de contato para detectar a causa da alergia. A partir daí, o trabalho consiste em desvendar se essa alergia foi desenvolvida no exercício da atividade, e se estabelecer um nexo causal entre a doença e sua obtenção durante esse período."

De acordo com a especialista, que também coordena o Departamento de Alergia/Imunologia da regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os casos são mais comuns entre os homens, a partir dos 41 anos de idade. As partes do corpo mais acometidas são as mãos, antebraços, braços e punhos, pernas e coxas e os pés.


"Encontramos variações nos grupos profissionais de acordo com gênero. Nos homens, por exemplo, o grupo mais afetado está relacionado à construção civil e mecânica/metalurgia, enquanto, nas mulheres, a maioria dos casos foi observada nas profissionais de limpeza. As seis profissões mais frequentes estavam relacionadas a trabalho em ambiente úmido", afirmou a pesquisadora.

Fonte: Revista Proteção

Recursos Humanos

Qual o papel das emoções na construção de uma marca pessoal?


Quando falo de marca pessoal evoco o sentido dos valores que permeiam nosso posicionamento e impactam diretamente no processo de construção da nossa marca. O modo como nossos valores pautam nossas ações e essas, por sua vez, suscitam emoções diversas nas pessoas com quem lidamos. Pois, na verdade, o ser humano, por condição natural, busca obter como retorno algum tipo de sensação que o faça sentir-se bem, nas suas relações interpessoais. E isso deveria ser tão óbvio, mas não é.


E hoje, qual o tipo de emoção nossas ações provocam naqueles com quem nos relacionamos?


Por muitas vezes o modelo de construção de uma marca pessoal ainda é pautado por estereótipos vinculados apenas a conotações de valor externo. O apelo provém de convicções em massa pela influência de alguns meios ou convenções de modelos de sucesso. Mas, se a cada dia surgem evidências de que as emoções têm papel crucial nos processos de tomada de decisão, por que não alinhar nossa conduta a essa premissa?


No processo de formação de uma marca pessoal, é determinante estabelecer vínculos empáticos com quem interagimos para, então, perceber a real necessidade em questão, seja do ponto de vista pessoal ou profissional. Afinal, não somos compartimentados, portanto, ao agirmos de forma pessoal estamos, também, influenciando o modo como nossa imagem profissional será percebida. A marca pessoal muitas vezes se confunde com a marca profissional, pois a linha entre ambas é tênue.


As emoções são registradas pela maneira como lidamos com determinadas situações. O que indica que, situações idênticas trarão à tona emoções convergentes. Tudo o que nos chama a atenção e provoca interesse nos leva a sentir um determinado tipo emoção.


A forma como percebemos os acontecimentos suscita em nós respostas emocionais. O "como" interpretamos uma situação justifica a emoção que sentimos. Nossas aspirações, metas, objetivos, necessidades, motivações e mesmo apreensões nos levam a registrar emoções pelo modo como julgamos e interpretamos os acontecimentos.


Se os valores vinculados à nossa marca pessoal transmitem às pessoas com quem lidamos a sensação de bem-estar, certamente seremos lembrados e solicitados com mais frequência. É apenas uma mera questão de observação, afinal, com qual tipo de pessoas preferimos lidar? Àquelas que provocam em nós bons ou maus sentimentos?


A respeito da sustentabilidade da nossa marca pessoal, devemos, antes de tudo, nos questionar se o que dizemos e fazemos tem coerência e contribui, efetivamente, para a geração de emoções positivas naqueles com quem nos relacionamos. Esse aspecto, certamente, será levado em conta no processo de formação de uma imagem a nosso respeito.



Na decisão de construir uma marca pessoal, portanto, é imprescindível considerar que, além dos conceitos de apresentação, posicionamento, comunicação, networking, ética e conhecimento geral, sejam colocados em perspectiva a necessidade de geração de bons sentimentos e emoções no nosso entorno pessoal e profissional. Esse, certamente, é o maior legado que uma marca pessoal pode pretender registrar.

Fonte: RH.com.br

Legal

Portaria regulamenta luvas de segurança para cana-de-açúcar


Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 26 de julho de 2013, Seção I, a Portaria n.º 392, de 18 de julho de 2013, do Ministério do Trabalho e Emprego - Secretaria de Inspeção do Trabalho, que aprova o Regulamento Técnico para luvas de segurança utilizadas na atividade de corte manual de cana-de-açúcar.

O Regulamento Técnico disposto no Anexo desta Portaria estabelece os requisitos mínimos de identidade e desempenho aplicável a luvas de segurança utilizadas na atividade de corte manual de cana-de-açúcar. 


Depois de decorrido o período de 12 meses da publicação desta Portaria, os empregadores somente poderão disponibilizar aos trabalhadores da atividade de corte manual de cana-de-açúcar luvas com CA emitido de acordo com o Regulamento Técnico anexo a esta portaria, que entra em vigor na data de sua publicação.


Para acessar o Regulamento Técnico disposto no Anexo da Portaria n.º 392, clique aqui.

Fonte: MTE

Meio Ambiente

Terceira etapa de programa federal prevê investimentos de R$ 200 milhões nas redes de cooperativas de catadores 

A terceira etapa do programa Cataforte - Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias foi lançada na manhã desta quarta-feira (31/07), no Palácio do Planalto. A iniciativa prevê investimentos de R$ 200 milhões para empreendimentos de catadores de materiais recicláveis, possibilitando inserção de cooperativas no mercado e a agregação de valor na cadeia de resíduos sólidos. Durante o evento, foi lançado edital para selecionar redes de cooperativas de recicláveis de todo o país para acessar recursos do programa. 

“Os catadores de material reciclavel tem um importante papel de transformação", afirma o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem, claro, uma importante função ambietal, mas também envolve o setor produtivo, envolve toda a sociedade. O que nós, parceiros, queremos é ver os catadores inseridos definitivamente à cadeia produtiva”. 

O Cataforte teve início em 2009, visando o fortalecimento das organizações sociais e produtivas, das suas formas de autogestão e dos empreendimentos econômicos solidários. As ações já realizadas e em andamento beneficiaram 250 empreendimentos solidários de catadores e processos de formação, constituição e formalização de 35 redes solidárias desses empreendimentos. 

COLETA SELETIVA 

O Cataforte destinará recursos para a estruturação de cooperativas e associações, possibilitando que estes empreendimentos solidários se tornem aptos a prestar serviços de coleta seletiva para prefeituras, participar no mercado de logística reversa e realizar conjuntamente a comercialização e o beneficiamento de produtos recicláveis. 

O representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Alexandro Cardoso, destacou que esse investimento de R$ 200 milhões será feito direto no meio ambiente. “É um investimento, diferente do habitual, antes dos desastres”, explica. “Normalmente investimos em meio ambiente depois de enchente, de deslizamento. Dessa vez não. Estamos investindo direto em meio ambiente e em inclusão social. Queremos fazer uma gestão de resíduos participativa, como pede a Política Nacional de Resíduos Sólidos”. 

Serão realizadas ações de assistência técnica; capacitação de catadores e lideranças; apoio à elaboração de planos de negócios; ampliação e nivelamento da infraestrutura das cooperativas. O programa prevê ainda acesso a produtos de fomento produtivo, investimento, negócios sociais e capital de giro disponibilizados pelo Banco do Brasil, como o Cartão BNDES, Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). 

O programa congrega diversas parcerias de órgãos de trabalhavam separadamente o mesmo tema em uma única iniciativa, reunindo a Secretaria Geral da Presidência da República, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Trabalho e Emprego, Fundação Nacional de Saúde, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e a Petrobrás.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Geral

Missão vai a Washington tratar de denúncia de espionagem

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, disse nesta quarta-feira que o governo brasileiro deve enviar em até dez dias, a Washington, a missão interministerial que trata das recentes denúncias de espionagem de informações telefônicas e de internet de cidadãos e instituições brasileiras para pedir esclarecimentos ao governo norte-americano.



A comitiva, que inclui representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Defesa, da Justiça e das Comunicações, quer, em uma primeira etapa, conseguir informações de caráter técnico. "O assunto foi considerado grave, sério. O serviço de inteligência não é ilegal. O que não é legal é a espionagem, quando se faz sem a permissão, invade a soberania, a privacidade, atenta contra o direito dos cidadãos e dos Estados. Isso, sim, é inaceitável", disse o porta-voz do Itamaraty.

As denúncias de espionagem começaram a ser investigadas depois que uma reportagem publicada pelo jornal O Globo revelou que as comunicações do Brasil estavam entre os focos prioritários de monitoramento pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos.


Fonte: Estado de Minas

29 julho, 2013

Saúde

Período obrigatório de sol para trabalhadores, presos e alunos


As pessoas que trabalham de forma contínua por pelo menos seis horas em ambientes fechados, os estudantes, os internados em hospitais e os presos poderão ter direito a períodos de descanso para tomar sol. 


A medida está prevista no Projeto de Lei 5363/13, que institui também outras medidas para assegurar a manutenção das taxas de vitamina D da população, como o enriquecimento do leite vendido no País.



Pela proposta, os períodos de sol obrigatório deverão durar pelo menos 15 minutos durante três dias da semana, sempre antes das 16 horas. Trabalhadores, pacientes, internos e alunos que tiverem direito ao benefício deverão também receber informações sobre o tempo adequado de exposição ao sol de acordo com as características de cada localidade e de cada indivíduo.



"A exposição ao sol, própria do ambiente natural onde se desenvolveu o organismo humano, constitui-se na única fonte capaz de prover a quantidade de vitamina D suficiente para suprir as necessidades fisiológicas na ausência de suplementação oral, visto que as fontes alimentares são irrisórias", argumenta o autor da proposta, deputado Walter Feldman (PSDB-SP). O parlamentar, que é médico, explica que a carência de vitamina D no organismo pode causar diversas doenças ósseas, autoimunitárias e até distúrbios mentais.



Leite

O PL 5363/13 também determina que todo o leite comercializado no País seja enriquecido com vitamina D, em dosagem a ser definida por regulamento do Executivo. Os equipamentos necessários em razão da nova regra poderão ser adquiridos por meio de financiamento oferecido por instituições de crédito oficiais.



Tramitação

A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Revista Proteção