Mostrando postagens com marcador brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasil. Mostrar todas as postagens

15 agosto, 2013

Geral

Médicos chegam ao Brasil na próxima semana


Profissionais vão passar por curso de acolhimento, com aulas de legislação, saúde indígena e doenças tropicais.

A maioria dos 522 médicos formados no exterior e que virão ao Brasil no âmbito do programa Mais Médicos atuam hoje na Argentina (141), Espanha (100) e Cuba (74). Segundo o cronograma do Ministério da Saúde, que divulgou as informações na manhã desta quarta-feira, 14, esses profissionais chegam ao País entre 23 e 25 de agosto. Depois disso, farão um curso de acolhimento, que contará com aulas de legislação, saúde indígena e doenças tropicais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a passagem para esses profissionais só será emitida após a fase final de validação dos documentos para emissão do visto. Padilha disse ainda que muitos dos que virão de outros países têm experiência em saúde da família. "Isso reforçará a ideia da atenção básica no nosso País", avaliou.

"Precisamos mudar a mentalidade de que saúde só se faz dentro do hospital. Precisamos reforçar a mentalidade de que a saúde começa onde as pessoas vivem e trabalham, fora do hospital. Temos que parar com a ideia de que atendimento é quando tem tomografia e internação e que médico bom é o que pede um monte de exame", disse.

O ministro lembrou ainda que, se o médico participante do programa desistir nos primeiros seis meses, terá que reembolsar os recursos. Se ele for estrangeiro, além de devolver a verba, perderá o direito do continuar no País.

Dentre os municípios considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, 703 não foram selecionados por nenhum profissional - brasileiro ou estrangeiro - na primeira fase de seleção do programa Mais Médicos. Entre eles, 604 são de extrema pobreza e 97 estão em regiões metropolitanas.

"São municípios concentrados ainda mais no interior do País, alguns nas regiões metropolitanas, em cidades com concentração de pobreza. Tem maior concentração no Norte e Nordeste, mas também tem nas outras regiões", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo a pasta, a maior parte está nos Estados Amazonas, Bahia e Maranhão. "O diagnóstico principal é que temos número insuficiente de médicos no País para dar conta de todas as carências", disse Padilha.

O ministro avalia ainda que mais municípios do interior do País serão contemplados pelo programa. "Mais municípios foram atendidos com a entrada de médicos formados fora do Brasil. Houve sobretudo deslocamento do litoral para o interior do País", disse. Segundo ele, cidades que ficam em região de fronteira, especialmente na Região Sul e no Acre, passaram a ser ocupadas com a entrada de médicos com formação fora do Brasil.



Fonte: Estado de Minas

01 agosto, 2013

Geral

Missão vai a Washington tratar de denúncia de espionagem

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, disse nesta quarta-feira que o governo brasileiro deve enviar em até dez dias, a Washington, a missão interministerial que trata das recentes denúncias de espionagem de informações telefônicas e de internet de cidadãos e instituições brasileiras para pedir esclarecimentos ao governo norte-americano.



A comitiva, que inclui representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Defesa, da Justiça e das Comunicações, quer, em uma primeira etapa, conseguir informações de caráter técnico. "O assunto foi considerado grave, sério. O serviço de inteligência não é ilegal. O que não é legal é a espionagem, quando se faz sem a permissão, invade a soberania, a privacidade, atenta contra o direito dos cidadãos e dos Estados. Isso, sim, é inaceitável", disse o porta-voz do Itamaraty.

As denúncias de espionagem começaram a ser investigadas depois que uma reportagem publicada pelo jornal O Globo revelou que as comunicações do Brasil estavam entre os focos prioritários de monitoramento pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos.


Fonte: Estado de Minas

04 julho, 2013

Geral

Papa reescreveu seu discurso após saber de manifestações no Brasil 


O papa Francisco falará sobre as manifestações das últimas semanas no Brasil em seu discurso aos jovens que será realizado durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece entre os dias 23 e 28, no Rio de Janeiro, segundo reportagem do jornal espanhol El País. De acordo com texto do correspondente do diário no Brasil, pessoas ligadas ao Vaticano confirmaram que o papa falará sobre os protestos, e que para o pontífice, as reivindicações por mais justiça “não contradizem o evangelho”.

O papa chega ao Brasil no dia 22. Ele havia escrito seu discurso quando foi alertado por religiosos brasileiros que estiveram em Roma sobre os protestos, segundo o El País. De acordo com o jornal, os bispos que informaram os últimos acontecimentos ao papa preferiram fazê-lo pessoalmente, dada a importância política e social das manifestações.


Quem primeiro esteve no Vaticano foi o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, responsável pela organização da JMJ. Há duas semanas, foi a vez de dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, ir a Roma. O último a se encontrar com o papa, na semana passada, foi o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno.

Em 21 de junho, a CNBB emitiu um documento declarando solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas. O documento, que está nas mãos do papa, segundo El País, descreve as manifestações como “um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência”. O jornal destaca também declarações dadas pelo cardeal dom Cláudio ao voltar do encontro com o papa. “A mensagem de Cristo está em sintonia com essas reinvindicações do povo. Por isso devemos estar presentes. Nas ruas o povo está vivendo o evangelho.”

Na noite do sábado, dom Cláudio defendeu as manifestações e disse, em palestra no Colégio São Bento, na Região Central de São Paulo, que “aqueles que não se sentem ouvidos precisam mesmo ir para as ruas”. O cardeal afirmou aos fieis que o papa não teme que as manifestações prejudiquem sua visita, mas reconheceu que “é difícil fazer previsões neste momento que vive o Brasil”. Mas a mensagem transmitida a Francisco foi de que “os protestos não estão relacionados à visita do pontífice.”

Dom Raymundo Damasceno e seu bispo auxiliar, dom Darci José Nicioli, sugeriram que o papa, na visita a Aparecida, no dia 24, celebre missa no pátio dabasílica, para que maior número de fiéis possa participar da cerimônia. No interior da basílica, que tem capacidade para 30 mil pessoas em pé, seriam admitidas 15 mil, por questão de segurança, enquanto cerca de 200 mil poderiam acompanhar a missa no pátio externo.

Fonte: Estado de Minas

24 junho, 2013

Geral

Presidente se reúne com governadores e prefeitos para costurar o pacto prometido em cadeia de rádio e TV

Sem a certeza do quanto às manifestações dos últimos dias arranharam seu projeto de reeleição em 2014, mas convicta de que precisa dar uma resposta rápida e eficiente para as reivindicações, sob o risco de que a insatisfação das ruas contamine ainda mais o governo, a presidente Dilma Rousseff terá uma semana decisiva para o próprio futuro. Passou ontem o dia no Palácio da Alvorada recebendo ministros, checando números, buscando propostas. Hoje, estará com governadores e prefeitos de capital para debater soluções conjuntas para a crise que assolou todos os políticos com mandato eletivo.


Aliados e especialistas lembram que Dilma terá de metamorfosear-se daqui para frente. Além do lado prático de tirar iniciativas do papel ou acelerar as que já existem, terá que alterar seu perfil de atuação. Alertada pelos políticos e representantes dos movimentos sociais, ela terá que aprender a dialogar mais. Prometeu isso no pronunciamento de rádio e televisão de sexta-feira, ao assegurar que receberá os movimentos sociais e os representantes pacíficos dos protestos, algo que não tem feito até o momento. 

O diálogo com o atual movimento torna-se ainda mais complicado porque não se sabe quem está do outro lado na figura de interlocutor. Se Dilma tem dificuldade em aceitar a legitimidade de atores conhecidos, como fará para autenticar porta-vozes difusos, com queixas diversas? Se nem os comandantes dos protestos se intitulam como tais, com quem a presidente poderá conversar nas próximas semanas para tentar baixar a temperatura das ruas? 

Um importante ministro afirmou ao Estado de Minas que a presidente precisa, com urgência, identificar quais são esses os interlocutores para que o debate seja iniciado. Tudo isso sem abrir mão dos demais representantes dos movimentos sociais, para que estes não se sintam desprestigiados e transfiram o foco da crise para outros pontos.

Além disso, o mesmo integrante do primeiro escalão dilmista defendeu a urgência de se abrir um diálogo sobre o legado da Copa e das Olimpíadas Rio 2016, um dos pontos centrais da pauta dos manifestantes. Para esse ministro, o governo foi tragado pelo argumento de que o dinheiro foi jogado fora em estádios superfaturados, sem que a população comum se beneficiasse disso.

Ontem, no Alvorada, dentre as diversas reuniões que teve, a presidente discutiu mobilidade urbana. Um das promessas centrais do governo quando o país conquistou o direito de sediar o Mundial e os Jogos Olímpicos, pouco foi feito nesse setor nos últimos anos. As principais obras não saíram do papel e, das que saíram muitas delas não ficarão prontas a tempo dos jogos. Dilma quer soluções e deve se apegar, ainda mais, nas concessões de aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, cujos editais serão lançados ao longo de 2013.


Fonte: Estado de Minas