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16 agosto, 2013

Meio Ambiente

Ouro Preto sedia 2 eventos voltados para a área de educação ambiental

Objetivo é promover a mobilização social dos que atuam na gestão de recursos hídricos


O III Encontro Formativo Nacional de Educação Ambiental e Gestão de Águas e o I Encontro de Educação Ambiental da Bacia do Rio Doce serão realizados de forma integrada em Ouro Preto, Minas Gerais, entre os dias 26 a 29 deste mês. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estabeleceu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água.

O evento acontecerá no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), situado no Bairro do Pilar - Rua Diogo de Vasconcelos, 328. O credenciamento começa às 9h, as atividades às 15h e a abertura oficial será às 19h30. As inscrições podem ser feitas até o dia do evento, mas há limite de 320 vagas. “Os encontros constituem uma estratégia de mobilização social dos atores que atuam com a educação ambiental na gestão de recursos hídricos”, explicou o gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urano do Ministério do Meio Ambiente, Franklin de Paula.

SEQUÊNCIA

O evento dá sequência a uma série iniciada em Salvador, no ano de 2009, e, posteriormente, realizado em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, em 2011. É uma iniciativa da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização e Informação em Recursos Hídricos do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CTEM/CNRH) organizada pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU), por meio do Programa INTERÁGUAS. O encontro visa a implantação de diretrizes e prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), constituindo-se em importante espaço de formulação, aprendizagem e fortalecimento da rede de educadores ambientais que atuam na gestão de águas no país.

Já o I Encontro de Eduacação Ambiental da Bacia do Rio Doce, balizado pelo Plano Integrado da Bacia, promoverá diálogos e intercâmbios de experiências com a finalidade de desenvolver estratégias comunicativas e educativas que contribuam para o aprimoramento do processo de gestão de águas na bacia do rio Doce. A educação ambiental inspira a realização destes encontros, proporcionando a troca de saberes e vivências, assim como a construção de um processo continuado de formação e aprendizagem.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente

17 junho, 2013

Meio Ambiente

Biodiversidade do Pantanal está ameaçada por hidrelétricas



Poucos lugares no mundo abrigam tamanha biodiversidade e mesclam características de tantos biomas quanto o Pantanal Mato-grossense. A exuberância da reserva de mais de 140 mil quilômetros quadrados distribuídos entre os estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) é marcada principalmente pelo fato de o bioma ser guardião de milhares de espécies, muitas raras e em extinção. Mas a grande planície alagada que sobrevive graças aos ciclos de cheia e seca dos rios atrai também empresários do setor energético. Nos últimos anos, a região pantaneira tem sido ocupada por dezenas de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Especialistas acreditam que as intervenções estejam alterando o fluxo migratório de espécies aquáticas. Assim como eles, a comunidade ribeirinha cobra uma avaliação ambiental estratégica do conjunto de equipamentos instalados ao longo do pantanal para medir o real impacto que as PCHs geram no funcionamento do ecossistema.

Detentor do título de Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, concedido pela Unesco, o pantanal é uma das maiores planícies úmidas do mundo, que, graças aos grandes rios que cortam a região, tem formação de grandes inundações de água doce ou salobra em toda sua extensão. Companhias de energia elétrica viram no grande volume de água uma oportunidade de negócio. O interesse é tão grande que além das dezenas de PCHs já em funcionamento nos dois estados, outros 87 projetos estão em andamento. Eles haviam sido suspensos por uma liminar da Justiça em dezembro, que proibía a expedição de licenças ambientais para construção de hidrelétricas até que os órgãos responsáveis apresentassem estudo de impacto do conjunto de PCHs. Mas a liminar foi derrubada em 3 de maio pela desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Cuiabá, depois de um recurso da Associação Brasileira dos Geradores de Energia Limpa (Abragel).

As usinas de pequeno porte que têm sido construídas nos rios do pantanal são capazes de gerar de 1 a 30 megawatts e operam pelo sistema conhecido como fio d’água. Nesse tipo de hidrelétrica, não há formação de grandes reservatórios de água, mas ainda assim a bióloga especialista em ecologia de rios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Débora Calheiros afirma que as PCHs são um risco para o sistema hidrológico da região. Débora observa que a construção de tantas usinas já alterou o fluxo migratório dos peixes, que têm enfrentado problemas para se reproduzir. “As PCHs são consideradas pequenas por sua capacidade de geração de energia, mas qualquer obstáculo que é colocado no leito do rio interrompe seu fluxo e altera o ciclo de secas e cheias, fundamentais para a reprodução de algumas das espécies mais importantes do pantanal”, alerta.

A produção das PCHs, segundo Débora, é pequena e não compensa o impacto ao meio ambiente. “Elas geram cerca de 1% da energia produzida no Brasil”, aponta. Ela diz ainda que as hidrelétricas podem atingir a pecuária. De acordo com a especialista, alguns produtores criam gado em pasto nativo, que depende das inundações para se livrar de alguns tipos de vegetação. “A pecuária extensiva já sofre, pois não observamos cheias tão grandes”, observa. Ela lembra ainda que as secas pronunciadas também são importantes, pois é quando algumas espécies, como as tartarugas, aproveitam para se reproduzir. A bióloga critica a forma como as licenças têm sido concedidas. “Não se pode medir o impacto individual das PCHs quando elas estão em um bioma complexo como o pantanal. O que cobramos é uma avaliação ambiental estratégica de toda a região para sabermos as mudanças que elas podem causar.”

Fonte: Estado de Minas

22 março, 2013

22 de Março - Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. Sabemos que dois terços do planeta Terra são formados por este precioso líquido, mas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo), o que torna a situação preocupante em virtude da poluição de grande parte das fontes de água potável (nascentes, lagos e rios), pois em um futuro próximo poderá faltar água para o consumo de grande parte da população mundial.
O objetivo do Dia Mundial da Água é criar um momento de reflexão, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.


Atitudes que precisam de atenção:

Torneiras:
Feche bem as torneiras, uma torneira que goteja perde cerca de 50 litros de água por dia.
Feche a torneira enquanto faz a barba ou escova os dentes. Você economizará de 10 a 20 litros por minuto;
Feche a torneira enquanto ensaboa a louça. Ela desperdiça de 10 a 20 litros por minutos, enquanto uma cuba cheia d'água não gasta mais do que 38 litros, no total;
Mangueiras:
Lave o carro, a calçada ou o quintal com balde, não com mangueira. Se quiser, use dois baldes, um com água e sabão, outro com água limpa.
No banheiro:
Reduza o tempo de banho e economize pelo menos seis litros por minuto;
encha a banheira só até a metade;
Instale descargas de vaso sanitário de baixo consumo e aeradores nas
torneiras (redinhas que se encaixam no bocal);
Se a caixa-d'água for acoplada ao vaso, coloque dentro dela uma
garrafa plástica cheia d'água e tampada, para diminuir o volume gasto;
Não jogue lixo no vaso e não dispare a descarga desnecessariamente;